Paulo Avelino

Personalidades até então proscritas

No mesmo ano os Correios
celebraram um intelectual contestador típico dos anos 1960, lançando o selo Homenagem a Glauber Rocha, Cineasta (1939-1981)
(11/1986). O Estado sempre homenageara artistas com selos, mas nunca
aqueles com uma postura anticonvencional na política e na estética, caso do
artista baiano.
Presença de entidades e movimentos
A Nova República celebrou movimentos
organizados que, em princípio, contestavam o status quo. É curiosa tal nova postura do poder: em vez da defesa
fechada da sociedade atual, o poder, apesar de poder, se arvorou como aliado de
atores que queriam mudar a sociedade. Isso ocorreu tanto quanto a atores atuais
como através da homenagem a tais movimentos no passado. Na filatelia, isso
ocasionou o lançamento do selo 15 anos
do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua (7/2000) e também do Centenário do Fim da Guerra dos Canudos
(9/1997).
Atividades pouco convencionais
Presença pequena da Economia
A política econômica também se
fez marcada. O selo 1º Aniversário do
Real (7/1995) e o Mercosul (7/1997)
celebraram iniciativas neste campo. Trata-se porém de uma presença discreta em
relação ao período de 1955 a 1985.
Conclusão
Os paradigmas da produção filatélica
da Nova República mudaram
muito em relação aos da Ditadura Militar. Valorizaram-se temas, autoridades e movimentos sociais até então ignorados ou proscritos.

Bibliografia:
CERVO, Amado Luiz, e BUENO, Clodoaldo. História da política
exterior do Brasil. 3ª ed. ampliada. Brasília: Editora Universidade de Brasília,
2008. 559p. p457-462.
SOUZA, Helder Cyrelli de. Os Cartões
de Visita do Estado: a emissão de selos postais e a Ditadura Militar
Brasileira. Disponível em <http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/15006>.
Acesso em 29 jun 2014.